Começou a festa mais popular do Brasil! A festa da folia, da alegria, dos corpos suados e rainhas de bateria! Mas se engana quem pensa que este grande evento não tem uma bela história, que, aliás, como muitos não sabem (eu descobri ontem!) nem começou por aqui.
O Carnaval teve início na Grécia – 605 a 527 a.C – onde homens, mulheres e crianças se reuniam com rostos mascarados e corpos pintados para espantar os demônios da má colheita, ou simplesmente comemorar a fertilidade e produtividade do solo. Quanta ingenuidade…
Mas veja que a história perdura! Séculos depois: corpos, máscaras, fertilidade continuam atualíssimos! (Não conhece nenhum filho do Carnaval? Então, prazer, Ariane!)
Voltando à história… A festa se espalhou na Grécia e em Roma entre o século VII a.C. e VI d.C, e é nesse período que a coisa se desvirtua: em que sexo e bebidas começam a fazer parte predominante da comemoração. Agora profana… Teve até um período em que a igreja, na tentativa de amenizar o caráter “pecaminoso” da coisa, oficializou o evento. Sem sucesso… (Santa ingenuidade!) Em seguida, o Carnaval chega a Veneza, para, então, sacudir o mundo!
Por influência dos portugueses, chega ao Brasil, por volta de 1723. Tanto lá, como cá, começou de forma genuína: brincadeiras na rua com água, confete e serpentina faziam a alegria dos foliões. A festa foi evoluindo (ou “in”, como preferir) com a criação dos cordões, blocos, escolas, micaretas, micaroas, micarandes, miracus… Tanto lá, como cá, o Carnaval foi descaracterizado, desconfigurado…
O que era pra ser quatro dias de alegria “free”, virou um show de camarotes e abadás, que separam sem dó os mortais dos mortais mais abonados. E o que era pra ser festa, virou comércio e sexo - não necessariamente nesta ordem. Ou será comércio “do” sexo?… Bem, deixa pra lá…
O que posso dizer de tudo isto é que eu adoro o feriado de “Carnalval”. Viva o ziriguidum!
(OS: Dias depois de escrever este texto: engravidei…. Vou colocar neste mundão mais uma filha do Carnaval… Minha filha, Joana. Viva o ziriguidum!…)